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Campo Grande ganhará loteamento para trabalhadores de empresas e indústrias

Publicado em 27 de Maio de 2019 às 15:31

O loteamento será construído no entorno de Indubrasil, onde há dois pólos empresariais e industriais instalados. A área total do empreendimento é de aproximadamente 246 hectares e contará com 5.870 terrenos residenciais, além de quatro praças de lazer voltadas para o esporte e convivência, focando em todas as faixas etárias, desde crianças, adultos e idosos, que será implantada pela loteadora, sem custo para o poder público. As praças serão implementadas através do Propam.

O loteamento tem fins sociais, e uma área de aproximadamente 36 hectares será doada pela loteadora para a EMHA (Agência Municipal de Habitação), que pretende instalar 2.000 casas populares no local, para atender a faixa 1 do programa Minha Casa Minha vida.

Além da área doada para a EMHA, a empresa doará ao Município de Campo Grande outras 10 áreas no local, que juntas perfazem mais de 24 hectares.

Segundo a empresa realizadora, o investimento previsto em obras de infraestrutura será na ordem de R$ 30 milhões. Os terrenos são voltados para a população de baixa renda, com ganho familiar de até R$ 1.200,00 por mês e serão direcionados para os trabalhadores das empresas e indústrias instaladas no Pólo Empresarial Cônsul Nelson Benedito Netto e do Núcleo Industrial, segundo o relatório de impactos ambientais elaborado pela Costa Engenharia.

Ainda de acordo com o relatório de impacto ambiental, boa parte dos empregados das indústrias do bairro núcleo industrial não reside nesta região, justamente pelo fato de tratar-se de uma área industrial, com escassa possibilidade de moradia. Assim, a existência de um loteamento particular, com a finalidade social de promover moradia aos trabalhadores do núcleo industrial do município de Campo Grande, contribuiria para o conforto e bem-estar desse grupo.

O arquiteto Inácio Salvador Nessimian, autor do projeto urbanístico, destaca que o empreendimento seguiu todas as diretrizes urbanísticas exigidas pela Prefeitura de Campo Grande, em todos os aspectos.

A Engenheira Ambiental Denise Flores explica que a única razão para a exigência do Eia Rima – estudo e relatório de impacto ambiental, se deu em razão da área ter mais de 100 hectares, e que o impacto ambiental da implantação do loteamento é pequeno, pois a área já estava desmatada há muitos anos, uma vez que abrigava atividades agrícolas e pecuárias. "Se comparado com os benefícios sociais que o empreendimento proporcionará, os impactos são mínimos"- finaliza Denise.

O Engenheiro Civil Halberth Dutra de Oliveira, autor dos projetos de drenagem, explica ainda que serão construídas algumas bacias de amortecimento ao longo do loteamento, que tem como efeito prático retardar as águas que chegarão até o córrego, mitigando assim os impactos negativos.

A loteadora está plantando ainda uma cortina arbórea com 15.000 eucaliptos da espécie citriodora, para melhorar o aspecto do empreendimento, como para reduzir eventual poluição oriunda da área empresarial.

O empreendimento é da Hedge Loteamentos e será discutido em audiência no auditório da Planurb (Agência Municipal de Melo Ambiente e Planejamento Urbano) nesta sexta-feira,  24, às 18h.

O representante legal da Hedge, Rubens Filinto da Silva, afirma que as obras começam provavelmente no próximo ano e levarão 8 anos para ficarem prontas.

Filinto afirma ainda que o empreendimento segue o que estabelece a revisão do Plano Diretor para infraestrutura das periferias e preenchimento de vazios urbanos e cumprirá importante função social e econômica.

“Somos uma empresa sul-mato-grossense que está há 25 anos em Campo Grande e tem compromisso com a cidade. Esse empreendimento não está recebendo incentivos fiscais e sim contribuindo com o município doando as áreas para a EMHA e para a Prefeitura. Já a população de toda a região será beneficiada com a construção de 4 praças de lazer, convivência e prática de esportes. Além disso, o empreendimento terá um plano de preços sociais, bastante acessíveis, proporcionando o acesso à casa própria para famílias de baixa renda e sem acesso ao crédito imobiliário tradicional”, finaliza Rubens.

Convergência com Novo Plano Diretor:

  • Preenchimento dos vazios urbanos
  • Função social da propriedade imobiliária
  • Estimular desenvolvimento de bairros e novas centralidades
  • Aumento da oferta de lotes, potencializando novas centralidades
  • Diminuição das distâncias sociais e econômicas entre as classes
  • Potencialização da base econômica da cidade
  • Proteção do meio ambiente
  • Desenvolvimento socialmente justo da cidade
  • Fomento ao lazer
  • Ampliação do acesso à habitação de interesse social
  • Estimulo à produção, comércio e serviços nos bairros
  • Potencialização da inclusão social

 

Função social e econômica:

  • Doação de área para EMHA, com 36 hectares
  • Construção e adoção de 4 praças através do Propam – esporte e lazer para a população, sem custo de implantação e manutenção para o município
  • Doação  de 10 áreas ao município, totalizando 24 hectares
  • Descompressão nos preços dos imóveis, com aumento da oferta
  • Descompressão nas “filas” da EMHA e AGEHAB
  • Crédito imobiliário social
  • Impostos municipais diretos – IPTU – ITBI – ISS construtivo
  • Movimentação da cadeia produtiva – impostos indiretos
  • Geração de empregos e renda
  • Geração de riqueza para o município
  • Esporte e lazer para toda a região
  • Emprego próximo da moradia, e moradia próxima do emprego.


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